Um doutorado informal sobre educação livre

 

 

A Educação Fora da Caixa é um projeto de investigação financiado de forma colaborativa sobre novas formas de aprendizagem de jovens e adultos, baseadas em princípios como a curiosidade e a autonomia. A pesquisa foi feita a partir da aproximação com projetos, histórias pessoais e pensadores que me ajudaram a conceber uma educação pautada pela liberdade e pelo cuidado com o outro.

A costura dos elementos pesquisados gerou as 12 essências da educação que liberta, conforme se vê no livro Doutorado informal:

 

Comunidade – Interação – Ousadia – Generosidade – Acolhimento – Colaboração – Escuta – Desejo – Diversidade – Coerência – Pergunta – Resiliência

 

Essa investigação tem gerado diversas publicações e materiais, e alguns deles estão disponíveis para download abaixo. Continuo pesquisando, e tenho compartilhado os achados das novas investigações no meu blog.


A Arte da Aprendizagem Autodirigida (tradução do livro de Blake Boles)

 

 

Precisamos falar sobre aprendizagem autodirigida. Não há tantos materiais sobre o assunto disponíveis em português: pelo menos não com a abordagem leve, consistente e pragmática de Blake Boles. É por isso que decidi traduzir este livro, com a autorização e o estímulo do Blake.

Minha busca e a de Blake passaram por territórios parecidos: primeiro, um profundo descontentamento com as opções convencionais de educação, que emergiu nos contornos rígidos da caixa universitária; em seguida, uma jornada de altos e baixos, redemoinhos e clarezas, desenhando nossos próprios percursos de aprendizagem a partir do que víamos ao nosso redor ou podíamos criar – métodos, conversas, textos, pessoas, Google, fóruns e comunidades virtuais, visitas, viagens, projetos de financiamento coletivo, dentre inúmeros outros itinerários.

Além dessas semelhanças, nossas jornadas também têm o mesmo tema: educação autônoma. Ou, de maneira mais precisa: como podemos fazer as pazes com nossa condição de aprendizes curiosos nesse mundo tão vasto de encantos e movimentos? Precisamos nos reapropriar da nossa capacidade infinita de aprender. Se nossa sociedade criou instituições para ocupar esse lugar, que saibamos utilizá-las sabiamente. E, em especial, que saibamos criar nossas próprias oportunidades (experimentos e experiências) de aprendizagem.

Encontrei neste livro de Blake uma chuva torrencial de possibilidades para quem deseja, como ele mesmo diz, desbravar novas trilhas educacionais fora da rota preestabelecida. A narrativa é cativante e permeada por histórias de vida e iniciativas feitas de histórias. O ritmo é ligeiro, direto ao ponto, sem enrolação.

Se você está, assim como eu e Blake, no meio de um processo de autoeducação em qualquer área (ou querendo iniciar um), então os parágrafos a seguir poderão te fornecer preciosas perspectivas.

Na era do Faça Você Mesmo, o que temos aqui é um guia sobre como criar sua própria educação.

Ah: e se você lê em inglês, recomendo fortemente a leitura do livro no original, que pode ser adquirido neste link.

Baixe a versão traduzida do livro "A Arte da Aprendizagem Autodirigida"


Doutorado informal: o livro

 

 

Todos sabemos que a educação precisa de reinvenções. Dentre as pessoas que estão não apenas pensando, como também empreendendo as mudanças que o modelo educacional predominante necessita, há aqueles que “correm por dentro” do sistema e outros que “correm por fora”. Ambos são movimentos importantes e complementares. Neste livro, apresento um caminho inovador de aprendizagem capaz de contornar a paralisia hegemônica: o doutorado informal.

Correndo por fora da caixa, decidi iniciar um percurso de pesquisa independente, mas colaborativo; livre, mas consistente. Se, por um lado, os processos educacionais precisam sentir o frescor da autonomia, por outro isso não pode ocorrer às custas da qualidade do que se gera como resultado. Mas de que tipo de qualidade estamos falando? Aquela que vem com o rigor dogmático de uma ciência positivista ou aquela que permite o aprofundamento da curiosidade do pesquisador? A jornada que vivenciei buscou tocar em questões fundamentais acerca do conhecimento e da aprendizagem humana, e não se furta a apresentar uma visão mais holística e libertadora dos trajetos educativos de cada um na escola da existência.

O doutorado informal, ao mesmo tempo em que é apresentado como uma nova abordagem de construção de saberes, também é entendido como uma filosofia educacional cujo ponto de largada são os temas e questões que soam mais fascinantes a cada indivíduo. Aprender deveria ser encantador, e o doutorado informal é uma oportunidade concreta de resgatarmos o encanto pela descoberta que reside em todos nós.

Nas páginas a seguir, te convido a embarcar junto comigo em uma viagem repleta de aprendizados, tanto de cunho pessoal quanto relacionados a novas estratégias de aprendizagem. Projetos educacionais inspiradores, diálogos em forma de carta e reflexões sobre a abordagem do doutorado informal nos convidam a pisar num novo mundo onde cada um já tem tudo que é preciso para encontrar sua voz e protagonizar seu próprio desenvolvimento.

Baixe o livro "Doutorado informal"

To download an English version, click here.


Kit Educação Fora da Caixa

 

 

O “Kit Educação Fora da Caixa” é uma caixa de ferramentas de aprendizagem. A principal diferença entre uma caixa de ferramentas e um livro de receitas ou um manual é que receita e manual a gente segue, e ferramenta é para quem quer (se) inventar.

Nele estão descritas 50 metodologias e abordagens educativas que podem ser úteis a educadores, consultores, lideranças, empreendedores, pesquisadores, estudantes e entusiastas por uma nova educação. A premissa é que a partir das ferramentas cada um cria novas realidades, ao invés de simplesmente replicar os métodos em seu contexto. É mais sobre reeditar do que replicar.

Todas as ferramentas partem de uma visão de aprendizagem livre, ou seja, qualquer um é capaz de aprender (mudar com o mundo) em qualquer lugar, mesmo em locais que não são desenhados especificamente para serem espaços educativos. A curadoria foi feita a partir do critério da diversidade: há ferramentas de origem africana, europeia, indígena, australiana, indiana, norte-americana e brasileira. No livro convivem ciência, arte, filosofia, mitologia, antroposofia, sabedoria indígena e aborígene, antropologia e espiritualidade, e tudo isso é somente uma degustação da imensa variedade de “comos” existente nos diferentes contextos educativos.

As ferramentas, se por um lado podem ser consideradas inovações educacionais, por outra resgatam elementos ancestrais da aprendizagem humana: conversa, olho no olho, reflexão, autoconhecimento e confiança. A partir delas, o convite é para agir com o intuito de criar ambientes educativos mais humanos e geradores de autonomia e corresponsabilização.

Baixe o livro do Kit